segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Nenhuma confiança no Governo e nem no Congresso - Porque não somos a favor desse Impeachment e não vamos ao dia 15


Vanessa Portugal - Presidente Estadual do PSTU

Cresce a cada dia a indignação dos trabalhadores com o governo Dilma. A certeza de que foram mais uma vez enganados durante a campanha eleitoral aumenta a cada nova denúncia de corrupção e a cada medida do governo. Os anúncios de cortes de direitos (veja matéria - www.pstu.org.br/node/21286) e a monstruosidade do rombo na Petrobrás revelado pela operação Lava-Jato reforçam nossa convicção de que precisamos enfrentar e derrotar este governo. É este sentimento que levam milhares de jovens e trabalhadores a darem eco à proposta de impeachment e ao chamado de manifestação no dia 15 de março - querem derrubar o governo que os enganou.

Nós do PSTU, chamamos o voto nulo no segundo turno das eleições, pois sabíamos que entre Dilma e Aécio não havia uma alternativa, não dava mais para apostar no “menos pior”. Compartilhamos o sentimento de revolta, fazemos parte dos “indignados” que entendem que a saída é unificar os trabalhadores, do campo e da cidade, e a juventude para tomarmos as ruas e construirmos uma alternativa nossa, dos trabalhadores, para o país.
Não confiamos no congresso nacional, por isso não apoiamos o impeachment. O congresso é tão corrupto quanto o governo, e mais do que isto, é um aliado dos banqueiros e dos grandes empresários (os corruptores) por isso sempre dão sustentação a medidas que retiram direitos dos trabalhadores. Com o impeachment quem assumiria o poder? O vice-presidente Michel Temer (PMDB), o presidente da câmara deputado Eduardo Cunha (PMDB)? Se novas eleições fossem chamadas sobre as mesmas regras, controladas pelos mesmos atores, quem venceria? Aécio Neves ou outro candidato também financiado pelas empresas corruptoras?
O PSDB não pode ser o arauto da moralidade neste país, o PSDB de FHC é parte da rapina na Petrobrás (mesmo que a Globo não diga), iniciou os ataques à aposentadoria dos trabalhadores; o PSDB de Áecio deixou as mineradoras fazerem tudo que queriam, inclusive ameaçar a água que abastece nossas casas, e roubou da educação e da saúde em MG vergonhosamente. O grande erro do PT foi adotar os mesmos métodos do PSDB (mesmo que com um vernis mais social), inclusive o da corrupção.
Não existe saída fácil para esta crise. A única alternativa possível é pela mobilização unificada e permanente dos trabalhadores e da juventude. Os trabalhadores são os únicos que podem construir uma alternativa para este país. Por isso fazemos um chamado aos partidos, organizações e movimentos sociais que de fato estão do lado aos trabalhadores a construirmos juntos lutas e mobilizações que possam construir uma alternativa de governo de fato dos trabalhadores. E chamamos as organizações sindicais e populares que hoje se mantêm como base de sustentação do governo, mesmo com críticas, como a CUT e o MST, que rompam imediatamente com o governo e que venham se somar ao polo que quer construir uma alternativa independente da classe trabalhadora, sem Banqueiros, Empreiteiros, Latifundiários e Grandes Empresários.
Vamos construir o nosso calendário de luta, com a nossa pauta de mobilizações, ocupar a ruas. Parar o país se for preciso, ocupar o congresso e as câmaras legislativas, o planalto, e dizer que não vamos pagar a conta da corrupção nem dos políticos e nem dos grandes empresários. Não vamos deixar que nenhum direito seja retirado; a Petrobrás e as empresas públicas não podem ser entregues aos empresários, devem ser 100% do estado e controladas pelos trabalhadores; os corruptos e corruptores devem ser presos e seus bens confiscados. (vejam o programa completo em - www.pstu.org.br/node/21286)

0 comentários:

Postar um comentário